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Terça-feira, 10 de Fevereiro 2026

🏥 Saúde

Após alerta internacional, Brasil registra quatro casos da chamada “gripe K”

Ministério da Saúde confirma ocorrências no Pará e no Mato Grosso do Sul e intensifica vigilância após alertas internacionais

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Após alerta internacional, Brasil registra quatro casos da chamada “gripe K”
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O Brasil confirmou quatro casos do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), conforme informou o Ministério da Saúde. Um dos registros ocorreu no Pará e está associado a viagem internacional, enquanto outros três foram identificados no Mato Grosso do Sul e seguem sob investigação epidemiológica. As confirmações ocorreram após um semestre considerado fora do padrão habitual de circulação do vírus no país.

Segundo a pasta, as amostras foram inicialmente identificadas pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) dos estados e, posteriormente, encaminhadas para sequenciamento genético em instituições de referência. O material do caso no Pará foi analisado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), enquanto as amostras do Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, seguindo os protocolos nacionais de vigilância.

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O ministério esclarece que o subclado K não caracteriza um novo vírus, mas uma variação genética do influenza A (H3N2). Até o momento, não foram observadas alterações no padrão de sintomas nem indícios de maior gravidade da doença em comparação a outras cepas já conhecidas. Os quadros clínicos permanecem compatíveis com síndrome gripal, com duração média entre três e sete dias.

A intensificação da vigilância ocorre após alertas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontaram aumento de casos e de internações por influenza associadas ao subclado K em países do hemisfério norte. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, não há evidências de agravamento dos casos registrados até agora.

A vigilância da influenza inclui o monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), além da investigação imediata de eventos respiratórios incomuns. As ações envolvem diagnóstico precoce, notificação obrigatória e reforço das medidas de prevenção.

O Ministério da Saúde destaca que as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continuam indicadas e são eficazes para reduzir o risco de formas graves e hospitalizações, inclusive nos casos relacionados ao subclado K. Os grupos prioritários permanecem os mesmos, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Além da vacinação, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, especialmente indicado para esses públicos.

A orientação oficial é que pessoas com sintomas procurem atendimento de saúde, adotem medidas de prevenção, como higienização das mãos e ventilação de ambientes, e utilizem máscara em caso de sintomas respiratórios. O ministério informa que segue acompanhando o cenário nacional e internacional e mantém a vacinação como principal estratégia para reduzir internações e complicações associadas à influenza.

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