Artistas comemoraram os 30 anos do teatro lambe-lambe com diversas apresentações na área verde, no centro de Guaíba, nesse domingo (29). A técnica teatral, também conhecida como teatro em miniatura, é de curta duração e acontece dentro de uma caixa, geralmente para um espectador por vez. A cidade foi a única do Rio Grande do Sul a lembrar a data.
A mostra acontece em várias partes do mundo, um festejo mundial em rede. O evento em Guaíba contou com seis trabalhos, do coletivo Caixa de Pandora. Para o mobilizador Isaque Santos, o mais importante desse teatro é que, além de ser voltada para a rua, mostra a capacidade criativa de criar histórias que tocam as pessoas em um tempo reduzido. As peças são entre três e quatro minutos dentro da caixa. “Também mostra aos artistas locais que não precisamos de um espaço físico para mostrar nosso trabalho”, completa. Em Salvador (Bahia), onde nasceu a ideia, foram dois dias de evento.
A professora de teatro Jaqueline Iepsen, de 43 anos, estava desde cedo acompanhando as atividades. Para ela, cada caixinha é diferenciada, que possibilita um sentimento e percepção sobre cada, com palavras poéticas e de humor. “É um tipo de arte bem diferente do que o pessoal está acostumado, talvez muitos nem conheciam. É uma arte pequena, no sentido que apenas com seus dois olhos enxergam o espetáculo. Isso é muito bonito”, avalia.
Segundo artistas, o lambe-lambe surgiu no Brasil na década de 1980, pelas educadoras Ismine Lima e Denise dos Santos, em Salvador. Trata-se de uma técnica em expansão no Brasil e já pode ser vista em outros países, como Argentina, Chile e Peru, com festivais especificamente para esta modalidade.