O Ministério da Saúde anunciou na sexta-feira (11) a retomada da fabricação de insulina no Brasil, com a entrega do primeiro lote do medicamento produzido por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A produção será realizada com tecnologia transferida pela farmacêutica indiana Wockhardt, em colaboração com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a empresa brasileira Biomm.

O primeiro lote, entregue na fábrica da Biomm em Nova Lima (MG), contém 207.385 unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Com o avanço da transferência de tecnologia, o Brasil deverá ser capaz de produzir metade da demanda de insulinas humanas NPH e regular utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo prevê a entrega de 8,01 milhões de unidades do medicamento entre 2025 e 2026, incluindo frascos e canetas de aplicação.
O investimento federal na aquisição da tecnologia soma R$ 142 milhões. Cerca de 350 mil pessoas com diabetes devem ser beneficiadas com a ampliação da produção nacional. O processo de transferência envolve etapas como embalagem, controle de qualidade, formulação final do medicamento e produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) no país.

As PDPs preveem a colaboração entre instituições públicas e empresas privadas para viabilizar a produção local de medicamentos, com foco no abastecimento do SUS. Ao final do processo, Funed e Biomm estarão aptas a realizar a produção de forma integral no Brasil.
Atualmente, o SUS oferece assistência às pessoas com diabetes por meio da Atenção Primária à Saúde, que fornece insulinas humanas e análogas, além de medicamentos orais e injetáveis, conforme o perfil clínico de cada paciente.