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Terça-feira, 05 de Maio 2026

🏥 Saúde

Cientistas avançam em técnica que pode regenerar o pâncreas e revolucionar o tratamento da diabetes

Mais de 800 milhões de pessoas convivem com a diabetes no mundo, muitas sem tratamento adequado. Pesquisas revelam que o pâncreas possui capacidade natural de regeneração, mesmo décadas após o diagnóstico. Estudos com a substância BMP-7 indicam que a cura da doença pode estar mais próxima do que se pensava.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Cientistas avançam em técnica que pode regenerar o pâncreas e revolucionar o tratamento da diabetes
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Estima-se que atualmente mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com a diabetes, uma doença crônica que, quando não tratada adequadamente, pode causar sérias complicações e até levar à morte precoce. O problema se agrava especialmente entre adultos acima dos 30 anos, dos quais mais da metade não recebe tratamento adequado.

Entretanto, uma nova esperança surge com os avanços científicos apresentados durante o Congresso Nacional da Fundação da Sociedade Espanhola de Diabetes. Pesquisadores destacaram evidências de que o pâncreas humano tem a capacidade de regeneração, mesmo muitos anos após o início da doença. Essa descoberta abre caminho para tratamentos inovadores que buscam reativar a produção natural de insulina no organismo.

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O estudo, liderado por Juan Domínguez-Bendala, da Universidade de Miami, investiga como estimular células progenitoras do próprio pâncreas — ou seja, células que permanecem adormecidas — a retomarem a produção de insulina, sem a necessidade de transplantes invasivos ou alterações genéticas complexas.

Um dos focos da pesquisa é o uso do fator de crescimento BMP-7, uma substância já aprovada e considerada segura, que tem se mostrado eficaz em reativar células beta, responsáveis pela regulação da glicose no sangue. Apesar de ainda estar em fase experimental, a técnica apresenta potencial revolucionário, especialmente no tratamento do diabetes tipo 1.

Ainda existem obstáculos a serem superados, como a rejeição imunológica das novas células, mas os cientistas estão confiantes de que essa abordagem pode ser aliada a terapias que inibem o ataque autoimune do corpo.

Para Domínguez-Bendala, mesmo antes da cura definitiva, esses avanços já representam uma transformação significativa na vida dos pacientes. Especialistas concordam que o futuro da diabetes está cada vez mais ligado à medicina regenerativa — e esse futuro pode estar mais próximo do que se imaginava.

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