O dólar americano fechou a R$ 5,8698 nesta sexta-feira (1º), marcando o segundo maior valor nominal da história, apenas abaixo do pico de R$ 5,9007 alcançado em maio de 2020. A alta da moeda em 2024 já chega a 20%, refletindo as incertezas econômicas tanto no Brasil quanto no exterior.
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, teve uma queda de 1,23%, fechando aos 128.121 pontos. Essa instabilidade vem em meio à expectativa do mercado por anúncios do governo federal sobre cortes de gastos planejados para o fim do ano, que visam cumprir a meta de déficit zero para 2024.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu a "inquietação" do mercado e indicou que apresentará cortes de gastos, mas não definiu uma data para a divulgação das medidas, que dependerão da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Internacionalmente, o clima também é tenso, com a proximidade das eleições nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (5), e novos dados econômicos que reacendem preocupações sobre as taxas de juros. A expectativa é que o ex-presidente Donald Trump, favorito na corrida, traga uma agenda de protecionismo caso seja eleito.

Além disso, o relatório de empregos nos EUA indicou apenas 12 mil novas vagas criadas em outubro, muito abaixo das expectativas de 106 mil, o que pode influenciar a política monetária do Federal Reserve.

O dólar, que fechou em alta de 1,53% hoje, teve um desempenho acumulado de 2,90% na semana e 20,96% no ano. O Ibovespa, por sua vez, registrou quedas de 1,36% na semana e 4,52% no ano.
