Uma preocupação crescente entre médicos e nutricionistas tem sido o consumo excessivo de frutose isolada e adicionada — presente em refrigerantes, bolachas, doces industrializados e outros produtos ultraprocessados. Essa substância está fortemente associada ao desenvolvimento da esteatose hepática (fígado gorduroso), resistência à insulina, alterações hormonais e até casos de cirrose não alcoólica.

Segundo especialistas, a frutose adicionada nesses produtos, quando consumida em excesso, sobrecarrega o fígado e pode desencadear um processo inflamatório progressivo e silencioso. A condição muitas vezes só é percebida quando já está avançada, o que dificulta o tratamento.
É importante reforçar que frutas naturais não representam risco. Pelo contrário, elas são fontes ricas de fibras, antioxidantes e compostos bioativos que beneficiam o metabolismo. A literatura científica deixa claro que o perigo está na frutose industrial, isolada de seu contexto natural, e não na frutose presente nas frutas.

Profissionais da área alertam para a importância da educação alimentar e da redução no consumo de ultraprocessados, especialmente entre crianças e adolescentes, que estão entre os principais consumidores desses produtos.