Um morador de Porto Alegre, de 71 anos, registrou perda financeira estimada em R$ 1,8 milhão após realizar transferências para uma plataforma online que se apresentava como corretora de investimentos. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apura a prática de estelionato virtual e deflagrou, na quinta-feira (22), uma operação em conjunto com forças policiais do Rio Grande do Norte, onde o grupo suspeito de operar o esquema está localizado.
Durante a ação, denominada Operação Investimento, foram cumpridos 12 mandados judiciais: três de prisão temporária, três de busca e apreensão e seis de bloqueio de bens. Dois indivíduos foram presos em Natal (RN), enquanto um terceiro suspeito segue foragido. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

De acordo com as investigações conduzidas pela 8ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, a vítima criou uma conta em um site que simulava pertencer a uma instituição financeira internacional. A plataforma digital permitia o acompanhamento de supostos aportes e rendimentos, com relatórios de valorização manipulados pelos responsáveis pela fraude. Um suposto assessor financeiro mantinha contato frequente com o investidor por meio de ligações e mensagens, além de ter sido firmado um contrato redigido em inglês.
As transferências ocorreram entre o segundo semestre de 2023 e o início de 2024, com valores variados, incluindo depósitos de R$ 10 mil a R$ 30 mil, além de um aporte superior a R$ 700 mil. A vítima procurou a polícia após tentar sacar os valores e perceber que não havia possibilidade de resgate dos fundos investidos. A página do site foi desativada após as tentativas de saque.

Até o momento, foi identificada apenas uma vítima no Rio Grande do Sul, mas os investigadores consideram possível a existência de outras pessoas afetadas em diferentes regiões.
A Polícia Civil alerta para a importância da verificação da regularidade de instituições financeiras junto aos órgãos oficiais antes de realizar investimentos. Também recomenda a consulta ao histórico da empresa, presença física, registros de reclamações e autorizações para operar no sistema financeiro.
As investigações prosseguem com foco na identificação de possíveis novas vítimas e na análise do material apreendido durante a operação.