O Japão pode ser o primeiro país do mundo a aplicar sangue sintético em humanos. A inovação, desenvolvida por pesquisadores da Nara Medical University, está prestes a entrar em fase de testes clínicos com adultos saudáveis ainda no final de 2025.

A proposta surgiu diante de um cenário preocupante: a queda no número de doadores voluntários e o aumento constante da demanda por transfusões. Em resposta, cientistas aceleraram o desenvolvimento de células artificiais criadas a partir de hemoglobina retirada de bolsas de sangue vencido.
O novo composto apresenta vantagens impressionantes: não possui tipo sanguíneo definido, o que evita rejeições; não transmite vírus; e pode ser armazenado fora de refrigeração por até dois anos — um ganho enorme para situações de emergência e locais com pouca estrutura hospitalar.

Os testes em animais já apresentaram resultados positivos, e, se os ensaios clínicos com humanos forem bem-sucedidos, a previsão é que o uso médico do sangue sintético seja autorizado até 2030. A expectativa global é que a inovação facilite transfusões, salve vidas e revolucione os protocolos de emergência médica em todo o mundo.