O número de mortes por leptospirose no Rio Grande do Sul subiu para 17, segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Quatro óbitos ainda estão em investigação e outros sete foram descartados. Os dados, divulgados na terça-feira (11), indicam a relação entre a doença e as enchentes que atingiram o estado nas últimas semanas.
A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira interrogans, transmitida pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente roedores. Em situações de inundações, a bactéria presente na água contaminada pode penetrar no corpo humano pela pele ou mucosa.
Dados epidemiológicos
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que, até o momento, foram notificados 4.516 casos suspeitos de leptospirose no estado. Desses, 242 foram confirmados, 1.004 descartados e 3.270 ainda estão em investigação.
Embora a leptospirose possa ocorrer em qualquer época do ano, o risco de contágio aumenta significativamente durante as enchentes. Para prevenir a doença, é fundamental tomar medidas de precaução, como:
- Usar calçados adequados ao caminhar em áreas alagadas;
- Evitar contato com água ou lama contaminada;
- Lavar bem os alimentos antes de consumi-los;
- Combater a proliferação de roedores em casa e no entorno;
- Procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor muscular, calafrios, náuseas e vômitos.
A leptospirose pode apresentar uma ampla gama de sintomas, desde leves até graves. Em casos mais severos, a doença pode levar à falência de órgãos e até mesmo à morte. A letalidade da doença é estimada em torno de 9%, de acordo com o Ministério da Saúde.
As autoridades sanitárias alertam para a importância da população se manter atenta aos riscos da leptospirose, especialmente nas áreas afetadas pelas enchentes. A adoção de medidas preventivas e o busca por atendimento médico em caso de sintomas são essenciais para evitar complicações e salvar vidas.
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