TVGO | Guaíba Online

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 04 de Maio 2026

🏥 Saúde

Nova ala de saúde mental para mulheres privadas de liberdade é implantada em hospital de Guaíba

Unidade terá dez leitos exclusivos para atendimento psiquiátrico e receberá repasse anual de R$ 678 mil por meio do Programa Assistir

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Nova ala de saúde mental para mulheres privadas de liberdade é implantada em hospital de Guaíba
Arthur Vargas/Ascom SES
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Uma nova estrutura hospitalar voltada à saúde mental de mulheres privadas de liberdade foi inaugurada no Hospital Regional Nelson Cornetet, em Guaíba, nesta quarta-feira (16). A ala será voltada ao atendimento psiquiátrico de detentas em regime fechado e contará com dez leitos exclusivos. O espaço foi viabilizado por meio do Programa Assistir, com repasse anual superior a R$ 678 mil, e será gerido pela Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN), responsável pela administração do hospital.

A implementação é resultado de uma parceria entre as secretarias estaduais da Saúde e de Sistemas Penal e Socioeducativo, a Polícia Penal e a AHVN. A custódia das pacientes será realizada pela Polícia Penal. Os novos leitos não alteram a capacidade de atendimento do hospital a outros pacientes, pois são considerados complementares à estrutura já existente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia Também:

A Penitenciária Feminina de Guaíba, maior unidade prisional feminina do Estado, abriga atualmente 464 mulheres. A criação da ala de saúde mental tem o objetivo de ampliar o acesso a atendimentos especializados em saúde mental para esse público.

Além da abertura da nova ala, o município de Guaíba habilitou uma equipe de atenção primária prisional com apoio do Programa Estadual de Incentivos para Atenção Primária à Saúde (Piaps) e da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (Pnaisp), do Ministério da Saúde.

O projeto atende às normas constitucionais e sanitárias vigentes e está alinhado às diretrizes de atenção em saúde da população encarcerada. A estrutura busca suprir uma demanda reconhecida entre as instituições envolvidas, que apontam a escassez de serviços específicos voltados à saúde mental de mulheres em privação de liberdade como um problema histórico.

Dados do Mapa da População Prisional indicam que o Rio Grande do Sul possui 3.270 mulheres encarceradas. Entre elas, 70% têm entre 25 e 45 anos, e 42,3% não concluíram o ensino fundamental. Também há disparidade racial: enquanto a taxa de mulheres negras presas é de 89,1 para cada 100 mil habitantes, a taxa entre mulheres brancas é de 33,98, conforme informações da Secretaria da Saúde.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR