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Terça-feira, 05 de Maio 2026

🏥 Saúde

Veneno de cascavel pode inibir câncer de mama mais agressivo, revela estudo da USP

Pesquisadores brasileiros identificam que a crotoxina, proteína do veneno da cascavel, elimina células do câncer de mama triplo negativo. A substância mostrou potencial em testes laboratoriais, sem afetar células saudáveis e com ação positiva no sistema imune. A descoberta ainda está em fase inicial, mas acende esperança de novos tratamentos contra um dos tipos mais letais da doença.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Veneno de cascavel pode inibir câncer de mama mais agressivo, revela estudo da USP
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram uma descoberta promissora no combate ao câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos e de difícil tratamento. O estudo, conduzido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP), revelou que a crotoxina, proteína presente no veneno da cascavel (Crotalus durissus terrificus), tem a capacidade de destruir células cancerígenas e impedir sua proliferação.

Nos testes laboratoriais, a crotoxina induziu apoptose (morte programada) nas células tumorais, bloqueou mecanismos de sobrevivência celular como a autofagia e, surpreendentemente, não afetou células saudáveis. Além disso, a substância também apresentou efeitos imunomoduladores, interferindo positivamente em processos do sistema imunológico.

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O câncer de mama triplo negativo representa cerca de 15% dos casos da doença e é conhecido por sua resistência aos tratamentos convencionais, como hormonioterapia e terapias-alvo. Por isso, a descoberta reacende a esperança de abordagens terapêuticas mais eficazes.

A pesquisa foi publicada na revista científica Toxicon e está em fase pré-clínica. Segundo os cientistas, antes de qualquer aplicação em humanos, a crotoxina precisa passar por testes em modelos animais e ensaios clínicos. Se os próximos resultados forem positivos, a proteína poderá ser usada como base para o desenvolvimento de novos medicamentos oncológicos.

“É um passo inicial, mas que indica um potencial terapêutico significativo. A crotoxina pode vir a ser uma aliada importante na luta contra tumores altamente agressivos”, explica um dos autores do estudo.

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