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Sabado, 13 de Julho de 2024

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Como anda o tradicionalismo em Guaíba? E qual a forma de torná-lo expansivo e agregador?

Nossa cidade é ultra-poli-mega-pluri cultural

Mário Terres - Tradicionalismo
Por Mário Terres -...
Como anda o tradicionalismo em Guaíba? E qual a forma de torná-lo expansivo e agregador?
Camilla Swider
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Das duas perguntas título dessa matéria não esperem resposta desse cronista sonhador, não tenho a fórmula mágica para transformar o meio tradicionalista. Nem tampouco a sociedade em que vivemos, mas posso sim prometer e me comprometer em fazer a minha parte da melhor forma possível. Isso lhes prometo.

Sabendo disso, sigam apegados as perguntas e busquem suas respostas, mas busquem-nas com toda a sinceridade que lhes couber a mente e também pedindo auxílio ao coração. Faça aliados razão e emoção, afinal permear o movimento envolve racionalidade com muita emoção.

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Vivemos um resgate histórico, com certeza isso nos torna emotivos, pois reviver e preservar traz cargas emocionais que nem Freud explicaria. Tentaria, mas não conseguiria colocar um “mas chê, esse negócio de tradição gaúcha envolve o ego, o superego, o walterego e tantos outros egos que a vã filosofia não explica, há que se fazer um estudo mais aprofundado e blá blá blá”. Deixa o Freud quieto, senão a Tainara Moraga (que se não te ajeita te estraga) vai me pegar na saída.

Sigamos no tema, Guaíba é uma cidade ultra-poli-mega-pluri cultural, temos talentos aos borbotões circulando no cenário citadino. Nossa aldeia dá frutos e frutos nobres, poderia citar no mínimo trinta do nativismo ao urbano, sem medo de errar nenhum. Mas onde expõe seu talento essa gente toda?

Aí tem um dos pontos que precisamos colocar nos is. Todo mundo gosta de se aparecer quando aparece uma pessoa, seja na TV, no jornal, no rádio, dizendo “eu conheço ele, é meu amigo, é da minha cidade, esse aí é primo da vizinha do irmão da vó do Badanha” mas na hora que as pessoas impõem seu talento e precisam de público para bancar o futuro ninguém vai colocar dez pila no bolso deles.

Aí vocês me perguntam: “Bah loco, o que tem a ver o tradicionalismo com tudo isso que tu tá escrevendo”? Tudo a ver. Quando um CTG busca desenvolver o tradicionalismo ele precisa da sociedade a sua volta para manter as paredes de pé e o trabalho focado no desenvolvimento. Tua contribuição é que faz isso tudo acontecer, tua participação é que move a roda das finanças e dá vida ao CTG.

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Até os CTGs de Guaíba poderiam ser mais unidos na busca desses recursos, prestigiando uns aos outros em datas de eventos, levando e buscando recursos. As autoridades municipais poderiam valorizar mais os talentos formados dentro dos CTGs, os talentos que já são conhecidos fora das linhas limítrofes da aldeia poderiam ter espaço, serem utilizados em campanhas, colocados em evidência para que o “Berço da Revolução Farroupilha” seja realmente destaque com suas joias fomentadas em casa.

O tradicionalismo corre contra as mídias digitais que prendem as crianças mais e mais na cadeira com os olhos esbugalhados aos celulares e tablets para conforto dos pais. Afinal é muito mais fácil transferir a responsabilidade pros aparelhos do que “perder tempo” com o filho pra ele não incomodar. Outro dia ouvi um pai falando pra outro: “Esse negócio de CTG é pra rico, tudo é muito caro”. Mas chê em que mundo tu vive o orelha comprida? CTG é pra todo mundo, é pra quem busca reencontrar as raízes, pra quem quer viver a cultura do Rio Grande, pra quem busca um convívio social salutar e positivo. Quem não tem como se pilchar e quer dançar basta uma corrente de afeto e solidariedade que tudo se resolve.

O maior problema com nosso tradicionalismo, é que pra que ele se expanda e seja agregador as pessoas tem que deixar o ego de fora da sala e entrar de peito aberto e coração disposto. Bueno toquei na ferida agora, com escárnio vou arrancar as cascas.

A maioria quer aparecer mais que a sociedade que representa, usando o seu CTG ou DTG, Piquete e outras siglas mais. Não para representa-lo, mas para usurpá-lo. Nenhuma pessoa é maior que uma entidade, nunca. O Movimento Tradicionalista Gaúcho foi pensado para agregar a comunidade e, despidos de classe, convivermos de forma amigável entre iguais: cevando um mate, escutando uma música, prestando atenção em uma declamação, apreciando uma dança, ou simplesmente interagindo no galpão, trocando boa energia, afeto e respeito.

Podemos expandir o movimento mais que imaginamos, afinal posso dar o depoimento pessoal (tenho feito isso várias vezes) que o tradicionalismo me trouxa tantos amigos e até irmãos. Principalmente porque nenhum trazia no peito o ego inflado ou a bandeira da rivalidade, mas a própria áurea da amizade, usando o tradicionalismo como trampolim para estreitar os laços e, independentemente de cor, credo, causa ou CTG, união e alegria sempre foram nosso lema.

Somos interdependentes, precisamos de mãos dadas levar o movimento avante, precisamos de eventos lotados, mesmo os mais singelos, para que angariemos fundos para nossas andanças Rio Grande afora levando a bandeira do nosso CTG e de nossa cidade. A nossa cidade por sua vez, deve lembrar das entidades, não só na Semana Farroupilha, mas o ano inteiro. Afinal vivemos em cada um dos CTGs dessa cidade o tradicionalismo todos os dias do ano. Coloquem os CTGs para participar em feiras, em encontros, em divulgação de vacina, de cadastramento biométrico, na quermesse, mas não esqueçam que para tudo isso que todo mundo fica maravilhado e acha bonito acontecer, tem contas de água, energia, manutenção que vencem todos os meses.

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Fortalecer o tradicionalismo e expandi-lo depende da ação de cada um de nós, sejam tradicionalistas ou não, afinal a causa é do gauchismo e todos temos orgulho de ser gaúcho todos os dias do ano. O tradicionalismo só será forte em nossa cidade quando os egos ficarem nos tapetes das portas e os peitos descobertos adentrarem os salões para somar e multiplicar.

 

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