A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um aumento contínuo no número de notificações de casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil desde o ano de 2020. De acordo com o órgão, seis desses casos resultaram em morte.
Um levantamento obtido junto à agência aponta que, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, foram contabilizadas 145 notificações de suspeita da doença relacionadas ao uso de medicamentos que contêm princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Esses fármacos são amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, também prescritos para emagrecimento.
A Anvisa reforça que as notificações não confirmam, necessariamente, a relação direta entre o medicamento e a pancreatite, mas servem como alerta para monitoramento e avaliação de possíveis riscos à saúde. O órgão destaca a importância do uso desses medicamentos somente com prescrição médica e acompanhamento profissional.
O aumento dos registros reacende o debate sobre o uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras e a necessidade de maior conscientização da população quanto aos possíveis efeitos adversos associados a esses tratamentos.
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