Um estudo internacional divulgou novos resultados sobre uma vacina desenvolvida para tratar o melanoma, um tipo de câncer de pele. Após cinco anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram que pacientes que receberam a vacina junto com um medicamento de imunoterapia tiveram menos chances de a doença voltar ou de morrer, em comparação com quem recebeu apenas o medicamento. O estudo é realizado pelos laboratórios Moderna e MSD.
A pesquisa envolveu 157 pacientes com melanoma em estágios avançados, que já tinham passado por cirurgia para retirada do tumor, mas ainda apresentavam alto risco de a doença retornar. Segundo os dados, o uso combinado da vacina com o medicamento pembrolizumabe reduziu em quase metade o risco de o câncer voltar ou levar à morte.
Os pesquisadores também informaram que esse resultado se manteve ao longo de todo o período de cinco anos de acompanhamento. Durante esse tempo, não foram identificados novos problemas de segurança relacionados ao uso conjunto da vacina e da imunoterapia.
Diferente das vacinas tradicionais, essa não serve para prevenir doenças. Ela é usada como tratamento e é feita sob medida para cada paciente. Para produzi-la, os médicos analisam o material genético do tumor retirado na cirurgia e identificam características específicas do câncer. A vacina é então preparada para ajudar o sistema de defesa do corpo a reconhecer e combater essas células doentes.
A tecnologia usada é chamada de RNA mensageiro, a mesma aplicada em algumas vacinas contra a Covid-19, mas, nesse caso, o objetivo é ajudar o organismo a lutar contra o câncer já existente.
Mesmo com os resultados apresentados, a vacina ainda está em fase de testes e não está disponível nos hospitais. Uma nova etapa do estudo está em andamento e deve terminar por volta de 2030. Somente após essa fase será possível saber se o tratamento poderá ser aprovado para uso mais amplo.
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