O Brasil contará com uma delegação predominantemente feminina nas Olimpíadas de Paris. Segundo o Comitê Olímpico do Brasil (COB), das 276 vagas asseguradas até o momento, 153 são ocupadas por mulheres.
A presença feminina se destaca em diversas modalidades. No futebol, handebol e rugby, as seleções masculinas não se classificaram, ao contrário das femininas. Na ginástica artística, as mulheres garantiram vagas na competição por equipes, enquanto os homens terão apenas dois representantes em provas individuais. No levantamento de peso, wrestling e pentatlo moderno, todas as vagas conquistadas pelo Brasil foram com mulheres. No tiro esportivo, esgrima, tênis e nas águas abertas, elas também são maioria.
A delegação feminina brasileira tem várias candidatas a medalhas em diferentes modalidades. Na ginástica artística, Rebeca Andrade é uma das principais atletas, após superar Simone Biles no Mundial do ano passado. Beatriz Ferreira, prata em Tóquio, chega como bicampeã mundial no boxe. Rayssa Leal, no skate street, venceu o Mundial de Sharjah e acumula dois títulos do circuito.
No vôlei de quadra, a seleção feminina obteve 13 vitórias consecutivas na Liga das Nações, voltando ao topo do ranking. Na praia, a dupla Duda e Ana Patrícia é a melhor do mundo. No judô, Rafaela Silva, bicampeã mundial, busca seu segundo ouro olímpico. Mayra Aguiar, tricampeã mundial, visa sua quarta medalha olímpica. As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze podem conquistar o terceiro ouro olímpico consecutivo.
Na maratona aquática, Ana Marcela Cunha, após se recuperar de uma lesão, compete pelo bi em Paris. Nathalie Moellhausen, na esgrima, e a seleção de ginástica rítmica também são destaques. No tênis, Luísa Stefani e Beatriz Haddad Maia formam a dupla brasileira. No surfe, Tatiana Weston-Webb busca melhorar seu desempenho nos Jogos.
A Olimpíada de Paris começa em 26 de julho e vai até 11 de agosto. Será a primeira vez que homens e mulheres terão participação igualitária, com 5.250 atletas de cada gênero.





















