A Santa Casa de Porto Alegre registrou, em janeiro de 2026, o maior número de transplantes de órgãos em um único mês nos últimos dez anos. Foram realizados 59 procedimentos, superando o recorde anterior de 57 cirurgias, registrado em julho de 2024. Entre os transplantes feitos no período, estão três de coração, três de pulmão, 42 de rim e 11 de fígado.
A direção do complexo hospitalar atribui o resultado à estrutura disponível e ao trabalho das equipes especializadas, destacando que a realização dos procedimentos depende também da autorização das famílias dos doadores. Segundo o diretor médico e de Ensino e Pesquisa da instituição, Antonio Kalil, o hospital tem condições de ampliar o número de transplantes, mas reforça a importância de que o tema seja discutido previamente entre familiares.
Dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, apontam que a média nacional de recusa familiar é de 45%. No Rio Grande do Sul, o índice chega a 47%. O relatório também indica que, até setembro de 2025, havia 2.395 pacientes ativos em lista de espera por órgãos e tecidos no Estado.
A Santa Casa mantém um setor voltado à identificação de potenciais doadores, a Organização de Procura de Órgãos (OPO), que atua em unidades de terapia intensiva e realiza abordagens junto às famílias. Em 2025, a instituição foi responsável por 60,6% dos transplantes realizados no Rio Grande do Sul, concentrando 469 dos 773 procedimentos registrados no Estado.
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