Cardeais da Igreja Católica reuniram-se nesta segunda-feira (28) no Vaticano para definir a data de início do conclave que elegerá o novo pontífice, após a morte do Papa Francisco, ocorrida em 21 de abril. Segundo informações oficiais, o conclave não deve começar antes de 6 de maio.
A Capela Sistina, local onde será realizada a votação, foi fechada ao público para preparação do espaço. Cerca de 135 cardeais com menos de 80 anos têm direito a voto, sendo que aproximadamente 80% deles foram nomeados por Francisco. Muitos dos eleitores participarão pela primeira vez de um conclave, já que são provenientes de diversas regiões do mundo.

Durante as reuniões preparatórias, os cardeais discutem também os desafios atuais da Igreja e as características desejadas para o novo papa. Representantes expressaram opiniões variadas, indicando a expectativa de continuidade com algumas diretrizes do pontificado anterior, além da necessidade de diálogo interno.
O último funeral papal, realizado no sábado (26), reuniu cerca de 400 mil pessoas em Roma. Após a cerimônia, Francisco foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore. Em declarações à imprensa, alguns cardeais e fiéis manifestaram o desejo de que o próximo líder da Igreja Católica mantenha certas linhas de atuação adotadas nos últimos anos, enquanto outros indicaram preferência por uma abordagem mais tradicional.

A escolha do novo papa ocorrerá em votação secreta na Capela Sistina. Ainda não há confirmação oficial sobre a data exata de início do conclave, que deve respeitar o período de nove dias de luto decretado pelo Vaticano.
Entre os possíveis nomes cotados para a sucessão estão o cardeal italiano Pietro Parolin, atual secretário de Estado, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle, e o cardeal ganês Peter Turkson, conforme análises de especialistas e casas de apostas.
O processo de eleição de um novo papa permanece cercado de atenção mundial, sendo apontado como um momento decisivo para o futuro da Igreja Católica.