A Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, Julieta Balestro, abriga atualmente 392 mulheres privadas de liberdade. Essas informações foram divulgadas pelo Observatório do Sistema Prisional da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) em um painel virtual aberto ao público, durante uma reunião do Fórum Interinstitucional Carcerário realizada na última quinta-feira (1º) na Cadeia Pública de Porto Alegre.
O levantamento mostrou que 77,3% das mulheres encarceradas em Guaíba possuem filhos. A faixa etária predominante entre as detentas é de 35 a 45 anos, representando 34,9% da população carcerária feminina local, seguida pelas faixas de 30 a 34 anos (20,7%) e 25 a 29 anos (18,9%). Apenas 1,5% das mulheres têm mais de 60 anos.
Em relação ao nível de escolaridade, a maioria das presas possui apenas o ensino fundamental incompleto (49%), enquanto 15,6% têm o ensino médio incompleto e 15,3% completaram o ensino médio. Apenas 1,3% das mulheres possuem ensino superior completo, e 2% são analfabetas.
Quanto à etnia, 60,7% das mulheres se identificam como brancas, seguidas por pretas (19%), pardas (16,3%), indígenas (1,8%) e amarelas (1,5%). Entre as presas, apenas uma é estrangeira, de nacionalidade haitiana.
Sobre as condições de saúde, quatro mulheres apresentam alguma deficiência, incluindo amputações e deficiência visual.
No que diz respeito ao regime de detenção, 54,1% das mulheres estão no regime fechado, enquanto 45,2% aguardam em regime provisório o andamento de seus processos. Apenas duas mulheres estão no regime semiaberto, e uma no regime aberto.
Nos últimos 12 meses, as visitas mais frequentes recebidas pelas detentas foram de suas mães (28%), seguidas pelos companheiros(as) (19%) e pelos filhos (12,6%). Esses dados trazem uma visão detalhada das condições das mulheres encarceradas na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.






















