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Sexta-feira, 12 de Julho de 2024

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Enchentes no Rio Grande do Sul geram prejuízos de R$ 3,32 bilhões no varejo

Impacto no comércio gaúcho é significativo, com queda nas vendas e na infraestrutura

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Enchentes no Rio Grande do Sul geram prejuízos de R$ 3,32 bilhões no varejo
Rodger Timm / PMPA
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As enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em perdas estimadas em R$ 3,32 bilhões para o setor varejista no mês de maio, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A receita diária sofreu uma redução de aproximadamente R$ 123 milhões.

A infraestrutura e o abastecimento dos estabelecimentos comerciais foram afetados, com uma redução de 28% no fluxo de veículos de carga nas estradas estaduais, conforme dados preliminares da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou a extensão das perdas em termos humanos, financeiros e de infraestrutura essencial ao comércio. Ele mencionou os esforços da confederação, junto com o Sesc, Senac e as federações de comércio do país, para apoiar a recuperação das áreas afetadas.

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Em 2023, o comércio do Rio Grande do Sul movimentou R$ 203,3 bilhões, representando 7% das vendas no varejo brasileiro. Fabio Bentes, economista da CNC, indicou que as perdas devido às enchentes podem retroceder o volume de vendas ao nível do primeiro semestre de 2021, impactando a recuperação econômica local.

Em contraste, o comércio varejista no restante do Brasil mostrou sinais de recuperação até o início do segundo trimestre. A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou um crescimento de 0,9% nas vendas em abril, marcando o quarto mês consecutivo de avanço.

A redução das taxas de juros para 52,95% ao ano em abril de 2024 contribuiu para aliviar os orçamentos familiares. A taxa de desocupação atingiu o menor nível em 10 anos. A CNC prevê um crescimento de 2,1% no volume de vendas para este ano, dependendo da evolução das taxas de juros e da inflação.

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FONTE/CRÉDITOS: Contém informações da Agência Brasil
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